COMO SERÁ A RELAÇÃO DO FILME VENCEDOR DO OSCAR COM ESCOLAS MILITARIZADAS?
- professorweslei50
- 4 de mar.
- 2 min de leitura

O cinema nacional está em festa. Entramos para história com o primeiro Oscar conquistado pela película do Diretor Walter Salles na categoria melhor filme internacional na cerimônia do dia 2 de março de 2024.
O longa concorria a outras duas estatuetas, vencidas pela obra "Anura", nos prêmios de melhor filme e melhor atriz, esse último conquistado por Mickey Madison contra nossa Fernanda Torres.
Falando em Fernanda Torres, não há como deixar de citar todo brilhantismo em seu trabalho ao retratar a vida de Eunice Paiva e a luta para descobrir o paradeiro de seu marido, o ex-deputado Rubens Paiva, morto pela ditadura militar brasileira.
O filme, baseado no livro que leva o mesmo nome "Ainda estou aqui", de Marcelo Rubens Paiva, filho de Eunice e Rubens Paiva, retrata um triste e cruel período da história de nosso país que jamais podemos esquecer para que nunca se repita.
A partir desse importante e histórico reconhecimento da maior indústria cinematográfica mundial, fico aqui refletindo, como alguns encaram o fato do filme brasileiro ter ganho o Oscar. E , sobretudo, pelo tema abordado. Em especial, me ouso a questionar qual será o posicionamento das escolas militarizadas junto a seus estudantes.
E se um professor de história resolva abordar o filme em sala de aula? Como seria? E uma professora de artes para enaltecer o Oscar em si? Simplesmente desprezaria o tema central do filme? E se um professor ou professora de Língua portuguesa resolvesse pedir uma resenha crítica do filme? Situações que cabem aqui uma profunda reflexão acerca do papel "pedagógico" que as escolas militarizadas vem cumprindo em nossos jovens. Por enquanto, o filme de Walter Salles apenas comprova o que venho dizendo: a arte é libertador e imita a vida.
Weslei Garcia é pedagogo com Mestrado em Educação. Tem três livros publicados e já foi candidado ao governo de Goiás em 2014 e 2018.
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